Instalação

Recomendações de transporte

O transporte rodoviário exige camiões abertos, que são adequados para este tipo de material. O comprimento útil do camião ou do reboque deve ser o necessário para que os tubos não fiquem parcialmente sem apoio. As partes laterais devem ser resistentes e reforçadas com o auxílio de, no mínimo, três cabos de arrimo para cada pilha. Os veículos devem ser apropriados ao transporte e às operações de carregamento e descarregamento dos tubos. É conveniente respeitar as seguintes regras básicas:

  • Evitar o atrito entre os tubos e conexões, a fim de não provocar danos ao revestimento;
  • Evitar qualquer contacto directo dos tubos com o piso do camião (manter o nivelamento dos tubos com o auxílio de bases de apoio apropriadas, metálicas ou de madeira, com superfície de forrada a borracha, fixadas sobre o piso);
  • Facilitar o carregamento e o descarregamento dos tubos dentro de boas condições de segurança (utilizar cintas ou ganchos revestidos de borracha);
  • Fixar a carga com a ajuda de tiras têxteis.

recomendações de transporte dos tubos de betão

Descarga na obra

A descarga dos elementos, deverá de ser executada por intermédio de gruas adequadas ao peso dos mesmos, com recurso a cintas têxteis.

No caso, da impossibilidade de se colocar o elemento na sua localização final, este deve ser depositado numa superfície livre de elementos susceptíveis a danificar a superfície do tubo (como pedras, ferros, etc.) e sobretudo depositado num terreno não compactado, o mais indicado seria um apoio o mais próximo dos 90 graus. É fundamental evitar o contacto das boquilhas com o terreno, de forma a evitar deterioração do primário ou a alteração das suas características geométricas.

Descarga na obra de tubos da Alentubo

Montagem “in situ”

Aquando a montagem da tubagem, há que ter em conta o tipo de acoplagem entre tubos (elástica ou soldada) assim como o tipo de apoio escolhido para suportar os elementos (granular a 90º ou betão a 120º).

Após a abertura da vala, segue-se a compactação da base da mesma. Este aspecto tem especial importância pois esta será a base de toda a estrutura. Esta base deverá suportar a carga do tubo, do aterro do próprio fluido e até mesmo se for o caso, cargas variáveis, sem que se produzam assentamentos diferenciais. Caso se produzam assentamentos, estes poderão introduzir esforços não previstos aquando o dimensionamento assim como a alteração da deflexão angular prevista. No caso, da coesão do terreno não ser uniforme ao longo do trajecto da conduta, as zonas de mais fraca coesão deverão ser reforçadas com materiais adequados até satisfazerem os requisitos da rasante. Por outro lado, se a vala se desenvolver numa zona rochosa, há que se certificar que o tubo se encontra a salvo de qualquer protuberância, de forma a evitar danos causados durante a sua montagem.

A largura da base da vala deverá, ter no mínimo, o diâmetro exterior do tubo mais 2 x 50 cm, de forma a simplificar o processo de deposição dos inertes assim como a sua devida compactação.

O material escolhido para o aterro deve ser seleccionado para que este esteja isento de detritos rochosos ou de outro género. Este material será depositado em camadas, e compactado de forma alternada de um e outro lado do tubo, evitando-se assim desvios do eixo da conduta. A sua compactação deverá ser efectuada com material de compactação leve, como placa vibratória, ou outro, com recurso a água como adjuvante.

Acima dos 30 cm da geratriz do tubo, estes requisitos especiais deixam de fazer sentido, podendo então o aterro ser preenchido de acordo com a normalidade.

 


 

Montagem de condutas em apoio granular a 90°

apoio granular a 90

Nunca compactar com vibração até 2m da Geratriz Superior

 

Neste tipo de montagem, a escolha do inerte para o leito do tubo assume extrema importância, visto que este se deverá moldar de forma a aceitar o tubo para que a carga gerada por ele possa ser distribuída uniformemente, sem que produza flexões imprevistas ou deflexões angulares nas acoplagens. Portanto, o material mais apropriado para este efeito seria uma areia de granulometria reduzida, com uma dimensão máxima de inerte de 20 mm.

Depois de aberta a vala (com talude aconselhável de 1/3) e compactada a sua base, há que se proceder à verificação de nivelamento de forma a estar de acordo com o perfil longitudinal do projecto. O material granuloso é distribuído de forma a atingir a altura de 0,15 x øext. De seguida é apoiado cuidadosamente o tubo para que se forme um berço e o tubo fique inteiramente apoiado. Se estar regras forem respeitadas, a conjuntura dos elementos ficarão num estado de estabilidade preliminar, formando-se um ângulo de 90° entre o eixo da conduta e a superfície da última camada.

Posteriormente a vala é preenchida e compactada com maquinaria leve , até 60 cm acima da geratriz superior do tubo sob a forma de camadas alternadas de um e outro lado do tubo de maneira a minimizar rotações ou deslocamentos do mesmo.

Atenção:

– Nunca compactar directamente o tubo até ter pelo menos 1,0 m acima da geratriz do tubo.

– Nunca compactar com vibração o tubo até ter pelo menos 2,0 m acima da geratriz do tubo.

Para se obter uma compactação mais eficiente, deve esperar-se 7 dias, até se iniciar um novo processo de enchimento, devendo-se durante esse período irrigar-se de forma abundante a camada em questão. Para finalizar bastará cobrir o resto da vala conforme o estabelecido em projecto.



Montagem de condutas em apoio de betão a 120°

apoio granular a 90

Nunca compactar com vibração até 2m da Geratriz Superior

Após a abertura da vala (com talude aconselhável de 1/3), a base desta é preenchida por betão de forma a obedecer às inclinações previstas no projecto. Depois do tempo de cura, são colocados os apoios (betão ou madeira), nas extremidades do tubo, certificando-se que ficam disponíveis 12 cm livres abaixo da geratriz inferior, para que a próxima camada de betão (com características mais plásticas), consiga fluir por debaixo do tubo. De forma análoga ao processo anterior, o volume de betão será tal de forma a formar-se o ângulo de estabilidade, que desta assume o valor de 120°. Para que tal suceda deverá executar-se a betonagem até a uma altura de 0,25 x øext. O preenchimento do resto da vala é feito em camadas efectuando-se a compactação, sem recurso a vibração. Esta camada, deverá atingir 60 cm acima da geratriz superior. Para finalizar, basta preencher espaço restante da vala, sem que esta última camada supere a altura de 30 cm.

Atenção:

– Nunca compactar directamente o tubo até ter pelo menos 1,0 m acima da geratriz do tubo.

– Nunca compactar com vibração o tubo até ter pelo menos 2,0 m acima da geratriz do tubo.


 

Ângulo de deflexão e elastómeros

Na criação dos tubos, a Alentubo tem em atenção o espaçamento da superfície livre das boquilhas, a sua dimensão e o elastómero utilizado para que amáxima deflexão seja sempre atingia, para todos os diâmetros produzidos sem que a estanquicidade entre tubos não seja afectada. O diâmetro do elastómero é de diâmetro variável dependendo do diâmetro de tubo a aplicar (o mais usual será de 20 ou 22 mm).